A eficiência de um computador está sempre baseada em dois princípios: 1) a que velocidade transfere informações; e 2) como realiza as operações com esses dados. Assim, por exemplo, um processador faça bem as operações, pode ser mais eficiente do que um que um que apenas transfira rapidamente as informações (trabalho com um alto clock). Esse foi um dos motivos que levou a AMD mudar a nomenclatura de seus processadores quando lançou os Atlhon. Um Atlhon 2000+ não trabalha com um clock de 2000 MHz, mas teoricamente teria um desempenho superior ao seu principal concorrente (o Pentium 4 da Intel) com um clock de 2000 MHz, pois o desempenho ganho com seu modo de processamento diferenciado compensaria a diferença de clock.
Como o computador trabalha com vários componentes (processadores, unidades de armazenamento, placas de expansão, etc) que precisam "conversar" entre si, para obter o melhor desempenho possível da máquina é preciso ficar de olhos nos gargalos no fluxo de informação. Gargalo é quando um componente poderia "conversar" mais rapidamente com outro componente, mas o segundo não pode trabalhar mais rápido, segurando a velocidade do primeiro. Um exemplo prático: Em uma rede entre dois computadores há um que possui uma placa de rede de 10 Mb/s e outro com uma placa de 100 Mb/s, caso precisem trocar informações, trabalharão à 10 Mb/s; caso ambos tivessem placas de 100 Mb/s, trabalhariam à 100 Mb/s. Gargalos limitam o desempenho dos componentes envolvidos na transferência de informações à velocidade do componente mais lerdo.
Há uma grande série de gargalos comuns em computadores, tanto nos antigos, quanto nos modernos. Evite-os. Vão seis exemplos de gargalos e modos de evitá-los:
1) Memória e Memória Swap (também chamada memória virtual): Esse é o gargalo mais comum de todos. Memória Swap é um espaço no HD reservado para funcionar como uma memória auxiliar; quando a memória RAM está cheia, ou próximo de seu limite, as informações são transferidas para a memória swap; assim, mesmo que um computador tenha, por exemplo, apenas 128MB de memória RAM, é possível usar mais do que isso, através de armazenamento de dados pouco utilizados da memória RAM para a memória virtual. O problema: a velocidade de transferência de dados do HD é muito inferior à de uma memória convencional. Esse processo deixa o computador muito lento. As empresas que montam computadores, sabendo disso, fazem computadores com pouca memória, pois os compradores normalmente importam-se apenas para a velocidade do processador e o tamanho do HD; deste modo a memória do computador torna-se insuficiente muito rapidamente, incentivando a compra de um computador inteiramente novo (quando na verdade a necessidade é apenas de expansão da quantidade de memória);
2) RPM do HD: A velocidade de giro de um HD pode ser o motivo da lentidão do seu PC. Drives de armazenamento antigos costumam girar à 3600 RPM ou 5400 RPM, enquanto que HDs modernos giram à 7200 RPM. Por isso, sempre que estiver aproveitando um HD antigo, evite inserir nele arquivos grandes, importantes para o sistema operacional ou de acesso constante. Use-o para armazenar arquivos pequenos, como documentos, músicas e imagens. Em um pc-matusalem com Linux, como normalmente as placas-mãe não reconhecem HDs de grande capacidade, instale o HD antigo como primary master e o HD novo como primary slave, na hora de instalar o sitema, monte uma partição do HD antigo como "/boot" e o HD novo como "/". Assim, o HD antigo, que é reconhecido reconhecido pela placa-mãe, permite que o gerenciador de boot (Grub ou LiLo) possa rodar o sistema no HD mais rápido, que com Linux não precisa do reconhecimento do HD novo no BIOS;
3) Placas de rede: Computadores em rede conversam na velocidade da placa mais lerda, evite placas de 10 Mb/s. Hoje as placas mais usadas são de 100 Mb/s, sendo elas o suficiente para a maioria das situações. Placas gigabit (1000 Mb/s) são, por enquanto, sub-utilizadas; assim, por exemplo, apesar de todas as placas da rede inteira ser capaz de trabalhar à 1000 Mb/s, o resto do hardware dos computadores limita a velocidade, não sendo possível trabalhar à 1000 Mb/s (há exceções);
4) Gravadores de mídia: Não há necessidade de preocupar-se com drives de disquete, por outro lado,há de se atentar com gravadores de CD e DVD. Para gravar uma mídia qualquer, é preciso que os dados passem do HD para a memória e para a mídia, a velocidade e quantidade de memória é essencial para a velocidade da gravação. Um 233 MHz com 64 MB de meória, por exemplo, dificilmente conseguirá gravar CDs velocidades superiores a 8x. Em computadores arcaicos mantenha o mínimo de aplicações abertas para maximizar a velocidade da gravação. Em computadores novos isso não costuma ser um problema. É importante observar também a velocidade que a própria mídia aceita;
5) Aquecimento: Computadores esquentam. A regra geral é, quanto mais frio melhor. Quanto mais novos os PCs, mais o aquecimento deve ser preocupante; o aquecimento, além de diminuir o desempenho geral, causa travamentos e, em último caso, queima de peças. Se for preciso, encha seu gabinete de ventoinhas. Em computadores antigos, quase não há problemas com aquecimentos; já vi um 233 MHz funcionar horas com o cooler parado, sem qualquer problema (não faça isso em casa).
6) USB: Plugue sempre dispositivos USB que podem, e devem, trabalhar em alta velocidade (como pendrives, HDs externos, leitores e gravadores de CD, Modens ADSL com velocidades superiores à 2 Mb/s, etc) em controladores USB 2.0. A diferença entre a velocidade do USB 1.1 e o USB 2.0 chega a ser 40 vezes para o segundo. Para mais informações sobre USB:
http://canecas.blogspot.com/2007/06/sucata-iii-mais-sobre-usb.html.

2 comentários:
muito interessante
parabéns :D
Opa... peraí, peraí.
Placas de rede:
-10mbits = 1,25mb/s
-100mbits = 12,5mb/s
-1000mbits (gigabit) = 125mb/s
-10000mbits (10 gigabit) = 1250mb/s
Obs: valores absolutos, que, com correção de erros, cai um pouco.
Se a máquina é capaz de fornecer dados a mais de 12,5mb/s, é interessante sim usar uma placa gigabit.
Isso acontece, principalmente, se a sua máquina possui HD de 7200rpm, que é capaz de ler dados (nos modelos mais antigos) a partir de 30mb/s em média.
Só que um switch gigabit é um bem mais caro que um normal (10/100).
Obviamente, é exagero, usar uma placa 10 gigabit, pois é preciso uma máquina muito possante para ter tal saída de dados...
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